MANUTENÇÃO
Fazer uma vistoria na motocicleta diariamente antes de utilizá-la
é fundamental para garantir uma pilotagem segura, principalmente
antes de viagens e pegar a estrada.
SUSPENSÃO:
A finalidade da suspensão e dos amortecedores é manter
a estabilidade da moto. Quando gastos, podem causar a perda de controle
do moto e sua queda, especialmente em curvas e nas frenagens. Verifique
periodicamente o estado de conservação e o funcionamento
deles, usando como base o manual do fabricante e levando a moto a pessoal
especializado.
FREIOS:
O sistema de freios tem que estar devidamente regulados e lubrificados.
Se o freio for hidráulico, deve-se ainda verificar semanalmente
o nível do fluido que, se estiver abaixo do mínimo estipulado,
pode sinalizar vazamento ou desgaste excessivo da pastilha.
LUZES E PARTES ELÉTRICAS
Durante a inspeção, é importante observar se todas
as luzes (de freio, piscas, lanterna, farol e painel) estão funcionando.
Qualquer problema em um desses equipamentos é considerada infração
média, segundo o Código de Trânsito Brasileiro,
com penalidade na carteira de habilitação e multa.
LUBRIFICAÇÃO DA CORRENTE:
Todas as marcas recomendam que a cada 500 km você lubrifique a
corrente, isso evita o desgaste excessivo apesar de sujar bastante a
roda traseira, mas é mais barato limpar a moto toda semana que
trocar um conjunto de relação que pode chegar a US$ 700,00
em algumas motos importadas. O lubrificante mais recomendado é
óleo 90 (altamente viscoso) alguns preferem graxa náutica
que é branca e não sai com água. Felizes os que
têm eixo cardam! Neste caso deve-se observar a manutenção
sugerida pelo fabricante, quanto ao nível do óleo lubrificante,
pois, podem ocorrer vazamentos, etc.
CALIBRAGEM DOS PNEUS:
Manter a calibragem dos pneus correta pode fazer a diferença
entre estar em condições de fazer uma curva ou "seguir
reto". As motos com pneus entre 170 a 190 (traseiro) quando usadas
sem garupa devem usar de 38 a 40 libras (pneu quente).
OBS: O pneu quando aquece pode por dilatação do ar, aumentar
a calibragem em até 8 libras, isto significa que um pneu calibrado
frio e usado em condições quentes como uma viajem com
mais de 45 minutos a uma temperatura ambiente de 20° C pode chegar
a 48 libras, deixando seu pneu muito duro, perdendo sua aderência
quando você mais precisa, nas curvas. Já o dianteiro deve
usar 4 libras a menos que o traseiro, pois seu volume cúbico
é menor. Se você preferir utilize Nitrogênio para
calibrar, pois ele tem um ponto de dilatação mais elevado
e isto mantém mais estável a calibragem. Resumindo, quando
você for andar na cidade, calibre no máximo, mas quando
for para estrada, lembre de acertar sua calibragem para menos, mantendo
a melhor performance dos seus pneus.
TROCA DOS PNEUS:
Quando você for trocar um pneu tenha alguns cuidados básicos:
Procure sempre trocar em máquina de montagem, especialmente se
for rodas raiadas. Após a troca lembre que todo pneu vem de fábrica
com uma camada de cera bastante escorregadia e tracionar ou forçar
uma curva é tombo certo! Mas como evitar isso? Se for pneu dianteiro,
use uma lixa grossa de qualquer tipo e passe em toda banda de rodagem;
Se for traseiro, vá até uma área de areia ou cascalho
fino e dê uma patinada com no mínimo duas voltas no pneu
e estará limpo, a areia funcionará como lixa. Quando trocar?
Geralmente os pneus originais agüentam em torno de 10.000 km nas
esportivas e 12.000 km nas custons, mas independente disso se você
perceber que os pneus estão quase sem friso na faixa central,
não hesite, troque-os. Outra maneira é se caso você
começar a perceber que a moto está um pouco instável
especialmente em curvas, examine primeiro a calibragem, se estiver correta,
então desconfie do desgaste dos pneus. Como escolher o pneu certo?
Há vários tipos de pneus, alguns mais duros que duram
mais e são menos eficazes quando usados no limite e outros mais
macios que duram menos, mas que são "verdadeiros chicletes"
no asfalto. Pense em como você usa sua moto e faça a escolha
certa.
PARAFUSOS EM GERAL:
Sempre que lembrar, dê uma geral nos parafusos da carenagem, rodas,
suportes, etc. A alta vibração provocada tanto pelo motor
quanto pelo tipo de calçamento afrouxam sistematicamente os parafusos,
portanto não deixe de manter sua moto sempre justa.
ÓLEO LUBRIFICANTE:
Todas as fábricas não recomendam o uso de óleos
sintéticos, pois você acaba só completando e raramente
troca. Uma manutenção ideal é aquela em que você
troca de óleo a cada 3.000 km e filtro a cada 6.000 km. As motos
que andam em alto giro, quebram mais rapidamente as moléculas
do óleo e por isso ele afina rápido, tornando necessário
sua substituição. (entenda-se giro alto como 6.000 a 14.500
rpm). O mais recomendado para altos giros é o 20/40 e nas motos
que andam com giro mais baixo pode-se usar até o 20/50 o mesmo
usado nos carros em geral. Controle sempre o nível do óleo
e acompanhe o "som do motor" ele revela muita coisa para você,
as vezes você percebe o nível baixo do óleo pelo
barulho excessivo das engrenagens, algo distinto do que você acostumou
a ouvir.
GASOLINA NO TANQUE:
Os mecânicos de competição no Brasil, recomendam
que se use gasolina comum a maior parte do tempo, não adianta
usar gasolinas especiais com maior octanagem, pois o rendimento na cidade
e na estrada é imperceptível. O aconselhável é
usar de vez em quando na estrada um ou dois tanques de gasolina aditivada
para descarbonizar o motor e limpar as partes móveis. Manter
o tanque sempre cheio evita que se formem gotículas na parte
superior do tanque. Essas gotículas quando permanecem por muito
tempo, tendem a formar ferrugem no tanque provocando oxidação
das partes móveis de bomba, carburador, etc. Por isso, mantenha
sempre o tanque o mais cheio possível o que evita também
que a bomba receba sujeira ou água. Já que a água
é mais pesada que a gasolina, ela sedimenta no fundo do tanque
e quando você anda muito na reserva, ela vai para o motor e começa
aquela sessão falha tudo!
BATERIA:
Examine pelo menos uma vez a cada seis meses o nível da água
da bateria, mas se caso sua bateria começar a dar sinal de vida,
isto é, o farol enfraquece em marcha lenta, pisca junto com a
sinaleira ou acende quando você acelera, pode procurar um posto
e completar o nível da solução. Caso nada disso
funcione, procure a loja mais próxima e troque-a, pois essas
motos sem pedal de arranque são pesadas para empurrar mais de
uma vez!
OBS: Se você for viajar e deixar a moto muitos dias sem ligar,
desligue o polo (-) negativo da bateria por segurança e por precaução
contra uma possível descarga da bateria.
MOTO NO DESCANSO CENTRAL:
As motos com motor em linha, (cilindros um ao lado do outro) que tem
carburadores um ao lado do outro devem preferencialmente ficar no descanso
central. Essa medida serve para manter a equalização dos
carburadores, pois quando a moto está no descanso lateral, por
gravidade, os carburadores ficam com níveis variados de combustível
facilitando a perda da equalização, responsável
pelo funcionamento equilibrado de todos os cilindros. Caso a sua moto
for ficar mais de três ou quatro dias sem funcionar, opte por
usar o cavalete central, nos casos de esportivas que não possuem
este, compre um cavalete de oficina que suspende a roda traseira.
CAPA DA MOTO:
JAMAIS COLOQUE A CAPA QUANDO A MOTO ESTIVER COM O MOTOR AINDA QUENTE!
Além do risco de incêndio por tocar partes super aquecidas,
ainda há o fato da capa fazer a moto suar, e com o tempo oxidar
partes metálicas.
Para ter certeza de uma viagem segura, é importante que todos
esses cuidados em relação a cada componente da motocicleta
sejam observados e que o motociclista leve consigo um kit extra, composto
de jogo básico de ferramentas, câmara de ar, lâmpada
de farol e da lanterna traseira para o caso de qualquer imprevisto.